Retirar-se…

Após alguns dias ausentes, voltei com a certeza de que em certos momentos é decisivo, necessário e acalentador nós retirarmos de cena por alguns momentos…

“Para poeira baixar”… Por que?

Não apenas pelo óbvio, que as coisas tem que se assentarem, mas porque quando a poeira baixa, conseguimos enxergar mais longe e se nos retirarmos de cena, vamos enxergar também o que nos cerca e que por alguns motivos ou sentimentos não queríamos ver…
Talvez porque fosse doer…
Talvez porque desejássemos com todo nosso coração que o real fosse algo da nossa fértil imaginação…
Talvez porque se tratasse de nossos sonhos mais íntimos e mais caros…
Talvez porque nossas expectativas futuras estivessem sutilmente ligadas…
Talvez… talvez… talvez…

Mas o talvez não nos basta, ao menos não deveria nos bastar!!!

E assim é a vida, ela não nos quer estagnadas, nos quer em evolução!!!

Portanto acontece o movimento… não há evolução sem movimento… sem ir à luta, sem cair, sem levantar quantas vezes se fizerem necessárias.
Sem dor… sem felicidade ou tristeza…

Uma hora a vida vai nos tirar da nossa zona de conforto, para nos mostrar que o que tem logo ali… ou lá na frente… é maravilhosamente recompensador… vai valer o esforço, vai valer a lágrima, vai valer a noite de sono perdida, vai valer cada gota de suor…

Tenha na mente e no coração que, o que passou, realmente já era… se precisar olhe pra trás, mas não se perca no que não é ou nunca foi…

Porque a felicidade está logo ali… basta não desistir, não desanimar… não sintonizarmos nossos pensamentos em energias ruins.

Agora que a poeira baixou… mentalize novos projetos… refaça os planos… construa novos sonhos…
Trace metas… evolua… se movimente… porque sua felicidade, seu sucesso e todas as suas conquistas… estão logo ali e vão aparecer quando você estiver preparada!!!

Então prepare-se para o seu dia, para a sua vida, para a sua vitória!!!

Por Eliza Freitas – A Fada

“Nós não sabemos o que somos… até vermos o que podemos fazer.”
“Torne-se quem nunca foi, para fazer o que nunca fez.”

 

Permita-se… Você merece

Permita-se viver um sonho, permita-se a uma doce realidade, permita-se um passo à frente, permita-se um passo à trás, permita-se dançar, permita-se sentir, permita-se viver!
Permita-se a felicidade, não a felicidade dos contos de fadas ou romances, mas a felicidade em gotas que minimiza as dores do mundo e te conforta com um abraço, ou uma palavra de carinho.
Permita-se viver sua vida… em sua ilustre companhia ou na companhia daquele cara teimoso ou na companhia daquela moça chata… desde que as companhias sejam irresistíveis e sinceras.

Há quem diga que estar solteira não é sinônimo de solidão. É verdade, você não precisa de outra pessoa para ser feliz, pois a felicidade está dentro de você, nos seus projetos e em suas conquistas, na sua saúde e em sua família.
Por outro lado, já ouvi gente feliz dizer que gostaria de ter alguém, um amor para compartilhar a vida e os sonhos.
E explicam que estão sozinhas por falta de opção, porque está cada vez mais difícil encontrar alguém que esteja disposto ao amor e ao relacionamento.
Excluindo os solteiros convictos, que escolheram não ter um compromisso com alguém, os sozinhos que ainda não encontraram seu par costumam sentir certa confusão quando a tristeza lhes invade. E quanto mais tempo passa, o amor se torna algo distante e disperso por momentos pipoca e filminho.

Ao fim do dia, acostumada a voltar sozinha para casa, para sua cama onde não há risos nem vozes, apenas o silêncio de estrelas distantes, o brilho do luar ou o barulho da chuva e você… então você se enrosca no cobertor e se acomoda…
E não há mal nenhum nisso, você se conhece, se aceita, ri sozinha, chora sozinha, cozinha se quiser, assiste seu seriado preferido pela centésima vez, bebe vinho na companhia de um livro ou apenas bebe vinho!!!

O que você não pode é perder o sono, perder o tempo que poderia aproveitar enquanto se afoga em dúvidas. Sua página em branco lhe espera, mas você hesita. É… dá medo!!! Mas ela está lá, aguardando que as primeiras linhas sejam preenchidas.

Veja bem, se quer o amor… saiba que o amor requer coragem e disposição. Amar é ousadia, amar é para os valentes!!!
Se você não estiver disposta a fazer um relacionamento dar certo, pode ser que ele nem comece.

Por outro lado, ao conhecer alguém interessante, você pode travar pois está a um tempo sozinha e como administrar suas expectativas sem querer criar… mas já criando!
Por isso, precisa deixar as coisas acontecerem naturalmente.
Pode parecer paradoxal, mas o enlaço entre duas pessoas precisa vir do desprendimento delas, mas sem individualismo. Porque no mundo cada vez mais individualista em que vivemos, onde estamos nos perdendo uns dos outros e até mesmo de nossos próprios anseios, estamos nos acostumando a relações superficiais e rápidas, que camuflam a essência do amor. Estamos até correndo o risco de desistir de amar.

É certo que essa maturidade exige esforço e compreensão. E por mais que você queira ter a companhia de alguém, você também já sabe o que não quer.
Não permita se entregar a alguém que não ouve os seus desejos, não se interessa por sua vida, que não ri das loucuras que você pensa, que não esteja disposto a lutar por você… por que o amor é para os valentes!!!

Se entregue a alguém que faça valer a pena deixar de estar solteira, que te vire do avesso e principalmente alguém que você possa conversar…
Nada de conversas triviais ou gostosas, mas aquelas conversas perturbadoras, difíceis, que invadem sua alma e chegam no abismo de todos os seus temores.
Encontrou esse cara?
Vai fundo sem medo, se joga, se permita!!!

Enquanto isso, se não for o cara… você se dedica ao trabalho e às viagens que deseja fazer, lê poemas, mesmo sem os entender totalmente, procura olhar nos olhos mais vezes que olha para a tela do seu celular,desbrave seu mundo interior, vá correr, dance, pedale, vá a praia, vá ao cinema, ao teatro, ao café, à padaria da esquina, vá tomar sorvete no banco da pracinha e converse com Deus, sem impor religiões, apenas abra seu coração e encontre a paz.

Pratique a paciência… Pratique a paciência outra vez… Pratique a paciência mais um pouquinho… cuide de seus filhos, cuide do seu animal de estimação, cuide de suas flores, não tem flores, plante é renovador, ria até chorar, depois chore até o peito doer.

Salve seu coração!!!
Não há nada de errado com você. Também não há nada de errado em querer alguém que sinta a simplicidade da vida nas entrelinhas, um ser imperfeito como você e que desperte em você todos os sentimentos, todas as vontades e todas as emoções… porque sempre é uma avalanche de acontecimentos, pois são duas pessoas, dois mundos, duas maneiras de pensar e agir.

Não tem problema se outras pessoas não entendem por que você é seletiva. Desde que a seletividade não a impeça de perceber que o amor é possível.

Confie nas suas escolhas, você se conhece melhor do que ninguém, ouça os conselhos, mas quem decide é o seu coração, pois só você sabe de suas dores, seus desejos e anseios, seja espontânea, e não deixe para amanhã o que você pode deixar pra lá, não retenha dentro de você mágoas, ressentimentos, utopias e promessas vazias, alimentando o que já se foi em vão.
É preciso ter discernimento para saber o que merece ser mantido e guardado conosco a sete chaves e o que deve ser deixado para trás, longe de nossas vidas, distante de nossa alma.

Converse com Deus e com as estrelas quando forem suas únicas companhias… feche seus olhos sinta as batidas do seu coração, sinta sua respiração e agradeça!!!

É como uma oração e um dia você saberá… Um dia alguém vai aparecer na sua vida e te fará entender por que você esteve sozinha até agora…

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O Tempo… o Recomeço!

“Recomece, o jogo ainda não acabou. Recomece, que o fogo não se extinguiu. Ainda há muito a caminhar. E que amanhã seja um novo dia de sol. Recomece.”

Ahhhh… o Tempo!!!
Tempo e a sua gestão é um assunto altamente subjetivo. Cada cultura, e cada pessoa tenta classificá-lo em fases bem demarcadas, mas isso ainda é impossível.

Até que ponto dura a infância? Antes diziam que até os sete anos quando se alcançava “o uso da razão”. Agora nós sabemos que pode ser até os 90 anos.

Assim como às vezes aparecem crianças 10 de anos fazendo perguntas sobre o mundo e seu sentido, encontramos também pessoas em seus 70 anos que ficam com raiva se alguém as nega um chocolate.

Há algumas décadas atrás, as pessoas de 20 anos estavam prontas para se casarem e fazerem uma família. Hoje isso é considerado um absurdo.

Se olharmos o que acontece na realidade, podemos concluir que realmente nunca é cedo nem tarde demais para a maioria das experiências na vida.
A rotina e as mudanças

Isso que “louro velho não aprende a falar” é certamente válido para papagaios, não para os seres humanos.

Estamos dotados de um cérebro com infinitas possibilidades. É verdade que fica mais lento ao longo dos anos, mas nunca torna-se totalmente ineficiente, exceto na morte.

Muitas vezes, a nossa vida não é o que realmente queremos que seja. É fácil ser sugado pela rotina e compromissos, e pensar que a vida é cumprir seu trabalho, criar uma família bastante feliz e ter umas fugas ocasionais para diversão.

Embora a maioria de nós já tenha sonhado em aprender a tocar um instrumento musical, ou se apaixonar novamente, ou fazer uma viagem extraordinária, às vezes pensamos que o tempo para realizarmos esses grandes sonhos se foi.

Enquanto a rotina permanece inalterada, trabalhamos mais para a mantermos dessa forma. Mas a vida é dinâmica e, por vezes, mudanças imprevistas acontecem.

Vem uma crise econômica e perdemos empregos. O nosso parceiro pede divórcio ou diz que quer se mudar. Alguém importante para nós morre ou uma nova tecnologia que nos deixa como analfabetos.

Estes momentos de mudança nos lembram que o tempo não é uma linha contínua. Mas também nos mostram tudo o que podemos nos tornar ou fazermos, quando vemos a próxima página de nossas vidas completamente em branco.
Sempre podemos nos renovar!!!

Algo bom sobre a crise é que somos forçados a examinarmos as diferentes direções que podemos tomar. Às vezes é simplesmente impossível voltar ao estilo de vida que tivemos, ou porque existe um fator externo que impede, ou porque sentimos que não podemos continuar vivendo da mesma forma.

Nestes tempos de mudança é quando surge uma espécie de loucura maravilhosa que sempre se escondeu em nosso interior. Nos perguntamos: “Por que não?”… Por que nãoooo???

“Por que não buscar a pessoa com a qual teve problemas, mas que ainda tem um lugar importante em sua vida? Por que não deixar de uma vez por todas esse trabalho que parece ter sido inventado por seu pior inimigo? Por que não aprender a tocar piano, como tantas vezes sonhou? Por que não abrir os braços a um novo amor e buscá-lo em ambientes antes desconhecidos? Por que não aquela tão sonhada viagem?”

Realmente, quando se trata de renovar-se, a única coisa importante é tomar a decisão.

Nós tendemos a nos apegarmos aos estilos de vida que levamos. Não acreditamos que seja possível viver de forma diferente.

Não sabemos até onde podemos chegar quando acende a chama de um novo desejo de mudança.

Nunca é tarde demais para viver, amar, aprender, ou sonhar. Nessas áreas, somos eternamente adolescentes.

“Em nós sempre vive o valente aventureiro que ficará feliz se reconhecermos que, enquanto estamos vivos, o tempo é nosso”!!!

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Pausa para respirar…

“Quando a gente decide tomar um novo rumo na vida, acontece um movimento natural de buscar reforços.
A gente lê, faz cursos, participa de grupos, se mune de conteúdos que apoiem nossa transformação.
Porém chega um momento em que toda essa carga vai transbordando. A gente pode entrar numa ansiedade tremenda, querendo que as coisas caminhem rápido, afinal começa a soar um alarme interno de muito tempo perdido.
Quando a gente começa a se aprofundar e a remexer nos baús, parece que a vida virou uma enorme bagunça.
A gente quer mudar tudo aqui e agora. Mas não há organização que possa começar por todos os lados ao mesmo tempo, só que a gente não sabe por onde começar. O copo transborda.
Nessas horas a gente quer alguma luz, busca respostas por todos os lados, um conselho, uma dica. E vai acumulando mais carga e o copo transborda ainda mais.
Daí a gente começa a questionar a nossa capacidade, as teorias e até as pessoas que nos estenderam as mãos.
A gente passa a buscar, questionar, debater com tudo que está fora. Mas o turbilhão está dentro.

~ pausa para respirar ~

Quantas vezes ao dia você respira profundamente? Quantas vezes ao dia você sequer percebe a sua respiração? Se hoje, não houve nenhuma pausa assim, que essa seja a primeira. Perceba o ar entrando pelas narinas mais frio, saindo pela boca mais quente, o peito se estendendo depois relaxando.
Ocupe seu lugar no momento presente.

Quando a gente quer tomar um novo rumo, na melhor das intenções, a gente começa um movimento. Mas a gente começa, muitas vezes, uma movimentação que só nos consome energia, um movimento que não nos move a lugar algum. Simplesmente porque não ouvimos a nossa voz, não refletimos qual horizonte será o nosso norte, nem sentimos nossos pés pisando o solo que está aqui e agora.
Então, respire!
Você não está numa corrida ou numa luta contra o tempo. Não!
Faça do tempo seu aliado.
“Você não está atrasada. Você está no exato momento perfeito para saber o que você sabe e os recursos chegaram na hora em que você estava pronta para receber.”
Essa é a sua hora! Você nunca mais será tão jovem quanto é agora (isso vale se você tiver 17 ou 63 anos), nem nunca teve a consciência que você tem agora. E mais, você só tem o agora. Então, desfrute-o. Não encha seu agora com cobranças pelo que foi, nem com medo pelo que virá. Senão, seu agora vai virar uma ilusão, uma miragem.

Pare, respire. Comece por um ponto. Um pequeno passo. Abra um pequeno espaço na sua agenda e comece a cuidar de você, que sejam 15 ou 20 minutos por dia. Comece a escrever um Diário da Gratidão. Esvazie a mente. Cante ou dance. Faça algo que eleve sua energia e bem estar. Com o tempo, esses 15 ou 20 minutos já serão sagrados. Você conseguirá abrir mais algum tempo, 1 hora quem sabe. Até que você consiga enxergar sua presença em todos os momentos e em todas as escolhas.

Eu sei, você tem fome de vida! Você quer preencher sua existência com tudo de belo que você almeja. Você quer sentir seus olhos brilhando e o coração batendo dentro do peito. E você quer isso agora! Mas se você não desacelerar, o que você vai sentir é só o coração batendo ansioso e a respiração curta e pouco profunda, enchendo seu peito de angústia – o contrário de tudo que você sonha.

Comece pelo seu “porquê”. Por que você quer realizar essa transformação profunda? Qual é o significado disso para você? Por que você quer levantar todos os dias de manhã? Qual é a diferença que você quer fazer? Qual é o seu lema de vida?
E também aqui: respire! Comece pelos pequenos “porquês”.
Não se exija achar a revelação do suprassumo do universo.
Podem ser coisas simples, como “eu quero ser colo e aconchego”, “eu quero inspirar as pessoas a serem elas mesmas”, “eu quero ser quem eu sou e me sentir presente na vida” ou alguma outra frase simples que espelhe o seu “porquê” nesse momento, como ele veio para você.

A partir desse “porquê” é que deve se assentar o restante. Dele é que vem o “como”. Como você vai expressar esse “porquê”, seu propósito, seu lema de vida. Depois vem “o quê”, o que você vai fazer, quando, de que maneira. A partir daí, você tem critérios mais sábios (da sua sabedoria interna) para tomar decisões, para comparar as propostas com os seus valores, para planejar ações, para traçar seu mapa e seguir a caminhada.

“Deixe-se ser fácil!!”
Enquanto essas bases não se clareiam, não existe super ferramenta de produtividade que aprume as coisas, nem guru que ilumine as ideias.
Ah, mas também não espere “se conhecer completamente” antes de dar os primeiros passos. Muitas vezes o seu “porquê” vai se revelar para você no cotidiano, nos acontecimentos corriqueiros, em alguma frase que vai lhe parecer nova, na medida que você diz sim às coisas que lhe acendem. Clareie as bases e vá definindo os próximos passos, com calma e inteireza. Vá pra vida e esteja atenta!

O que acontece é que a gente sai à procura de algo que nem sabe o que é, nem sabe como, muito menos o porquê. Como você vai reconhecer a resposta, se nem sabe qual é a pergunta? Então, se asserene, acolha as perguntas, aprenda a amá-las. Comece procurando as respostas que vêm de dentro, observe seu movimento interno e comece a clarear as coisas. Procurar por respostas para aplacar a sua ansiedade, alimentando mais ansiedade… Bem, assim você só vai ter mais respostas desse mesmo nível. Se a gente quer soluções diferentes, precisa fazer diferente.

~ deixe ser fácil ~

Deixe que flua, deixe ser fácil…

Muitas vezes basta que a gente faça um pequeno ajuste no nosso jeito de pensar, que a gente pare de resistir e controlar, que a gente pare de dificultar. E aí, as coisas fluem.

A gente é que complica. Então, a gente também pode simplificar, facilitar, permitir.

Respire, se escute, se acolha. Não se cobre tanto, viu!!!
Você está fazendo um lindo caminho!!! Reconheça isso!!!”

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Displasia de Quadril

Oieee pessoal!!!

Hoje escrevo sobre um assunto que me abalou muito a um tempo atrás… Como vocês sabem, tenho uma filha linda, sapeca e amorosa de 1 ano e 3 meses… minha fadinha Valentia❤

Logo após o nascimento, fizeram alguns exames físicos (de rotina) e um deles é a Manobra de Ortolani ou Teste de Ortolani (criado pelo pediatra italiano Marino Ortolani, em 1937, e usado até hoje em todo o mundo para o diagnóstico precoce da displasia do quadril, a manobra é feita com a flexão e abertura -abdução- das perninhas do bebê) o qual investiga a Displasia de Quadril.

Displasia do Quadril… O que é?
É uma condição onde há uma alteração no desenvolvimento do quadril do recém nascido, que prejudica a estabilidade desta articulação. Isto é, o encaixe do fêmur (osso da coxa) na bacia não é firme, fazendo com que o quadril fique frouxo, instável, portanto displásico. Algumas vezes tão instável que já ao nascimento ocorre o desencaixe desta articulação (luxação congênita do quadril).
O que vai prejudicar assim que a criança começar a caminhar, pois se não for tratada ela irá mancar.
A ocorrência da Displasia de Quadril é variável, sendo mais comum na raça branca, no primeiro filho e as meninas são 4 vezes mais afetadas que os meninos.

Como e porquê ocorre?
Dois fatores concorrem para o aparecimento do problema. O primeiro é o fator genético que determina que a criança nasça com frouxidão dos ligamentos de todas as articulações.
O segundo é o fator mecânico, que diz respeito à posição do bebê intra-útero, a posição pélvica por exemplo, favorece a ocorrência da DCQ.

O diagnóstico
A suspeita é quase sempre feita pelo pediatra no berçário da maternidade. Tal suspeita ocorre quando o pediatra sente um ‘click’ ou um ressalto ao mover o quadril da criança.
Existindo realmente a suspeita clínica será necessário a realização de um exame de imagem para confirmação do diagnóstico, com o ultra-som, além de ser possível fechar o diagnóstico, também é possível avaliar o gravidade, pois ela poderá ser leve ou grave, dependendo do grau.

O tratamento
O tratamento é mais fácil, quanto mais precoce for iniciado, geralmente o tratamento consiste no uso de um aparelho ortopédico que irá manter as coxas do bebê flexionadas sobre o abdome e bem afastadas uma da outra (flexão e abdução dos quadris), esta posição confere estabilidade ao quadril, fazendo com que este se desenvolva em boa posição. O aparelho mais frequentemente usado é o Suspensório de Pavlik.


E aí a enfermeira veio e falou… que a Valentina tinha suspeita de Displasia no Quadril esquerdo… que raios era isso, eu pensei na hora… estava ainda zonza e acabei que nem perguntei do que se tratava… depois de quase 11 horas sendo induzida à uma dilatação, que não aconteceu… não conseguia raciocinar direito… Mas as palavras ficaram martelando na minha mente, na manhã do dia seguinte, perguntei a médica e depois a outra, notava que ninguém falava claramente do que se tratava, apenas que eu deveria levá-la a um ortopedista o quanto antes e que era apenas uma suspeita.

Ok… todo o processo demorou um pouco, levamos a Valentina na pediatra, ela pediu um raio x e um ultrassom, consegui agendar os exames pra mais de uma semana, e a agonia só aumentando.
Enquanto isso eu estudava tudo sobre o assunto, li notícias, blogs de mães com filhos passando por isso, tudo exatamente tudo o que existia à respeito eu lia, aprendi sobre a metodologia de GRAF…
E chegou o dia dos exames, corremos para o laboratório, primeiro foi o raio x, o qual não dava pra entender quase nada, mas a ultrassonografia sim, estava ali e estava escrito… caiu meu mundo, despencou tudo, a agonia ganhou força total… muito choro, muita tristeza, mas o tratamento seria feito e seria feito à risca.

Encontrei apenas uma foto dela usando o suspensório, meu note antigo pifou e perdi a maioria das fotos, mas vou conseguir e coloco aqui pra vcs!
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Resultados da primeira ulrassonografia, onde os graus do quadril esquerdo apareciam bem acentuados, em vias de luxação o que fez o ortopedista falar em centro cirúrgico.

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Quando voltamos ao ortopedista (que não era especialista no assunto, mas na primeira consulta fez a manobra de Ortolani e disse que estava tudo certo)  quando levamos os resultados, ele estranhou e ainda fez um comentário “acho que perdi a mão… pois realmente não senti o problema”… com muita tristeza compramos o suspensório de Plavik, que ela deveria usar por 3 meses, 24 h por dia😦
Acabei forrando todo o suspensório, por que ele era muito duro, e como eu não poderia ficar tirando, quis ter a opção de também usar por baixo da roupinha dela, assim não seria necessário retirar toda vez que trocasse de roupa ou trocasse a fralda, tirava por 15 min que era o tempo do bainho dela, que ela se esticava todiinhaaa e me partia o coração….

E os dias seguiram e eu não parava de pesquisar sobre o assunto, foi quando eu encontrei o blog da Deinha (http://mamaedacecilia.blogspot.com.br/2008/04/displasia-congnita-do-quadril-dcq.html), lá ela contava sobre a Cecília sua filha e comentou de um especialista em DCQ, um anjo na verdade o Dr. Eiffel…

E aí começou outra saga… tudo sobre o Dr. Eiffel, na época eu morava em SP (hoje moramos em Itajaí-SC – um verdadeiro pedacinho do céu *–*) e esse médico atendia no Hospital IFOR (http://www.ifor.com.br) em São Bernardo do Campo, agendei a consulta e fomos… chegando lá, foi o assistente dele que nos atendeu, pois o Dr. Eiffel havia sido chamado para uma cirurgia de emergência, o assistente extremamente atencioso (não recordo o nome dele) examinou a Valentina, viu todos os exames e nos encaminhou para o raio x, após retornaríamos para conversar.
Fizemos o raio x e fomos conversar com o Assistente, assim que entramos ele pegou o raio x e perguntou se poderíamos aguardar mais um pouco, pois ele gostaria que o Dr. Eiffel conversasse conosco… lógicoooo que aguardaríamos, o tempo que fosse preciso.

E o Dr. Eiffel chega, um homem com um semblante que transmitia muita paz e segurança, me senti em uma sala de aula, ele explicou tudo sobre a Displasia e inclusive que recebia muitos exames errados… bebês usando o aparelho sem necessidade (nessa hora me peguei orando pra que esse fosse o caso da Valentina)
Ele pegou o raio x dela, colocou na parede, num quadro apropriado (que não sei o nome) explicou mais um pouco, me olhou e falou… “Ela não tem nada… nunca teve” …
Nossa, essa foi a melhor notícia que eu poderia ter recebido na minha vida, fiquei muito, muiitooo, mas muito feliz e agradecida… à Deus… ao Dr. Eiffel e em ter acreditado na vozinha dentro de mim que falava… não desista… siga procurando!!!
Quase que lendo minha mente, ele responde… “não, com 10 dias de uso do aparelho não seria suficiente pra alterar algo”. e falou, pra bater o martelo, vamos fazer um ultrassom.

Nos encaminhou para o CEFRO (www.cefro.com.br)em Santo André com o Dr. João Barile…  fomos… e o martelo foi batido… ela realmente nunca teve nada.

Resultados da segunda ultrassonografia.

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Entendendo a Metodologia de GRAF ( o que é usado para avaliar o grau dos ângulos).
Ângulo Alfa – também denominado ângulo do teto ósseo e o seu valor normal é igual ou maior que 60°
Ângulo Beta – também denominado ângulo do teto cartilaginoso e seu valor de referência é igual ou menor que 55°

Baseados nesses ângulos Graf criou uma detalhada classificação ecografica do quadril:

Quadril tipo I: é o quadril maduro com ângulo alfa igual ou superior a 60°.
É subdividido em I a e I b, de acordo com o ângulo beta.
I a: beta igual ou menor que 55°, promontório ósseo angular.
I b: beta maior que 55°, promontório levemente arredondado.
O quadril I b pode estar presente até o terceiro mês de vida.
Quadril tipo II: nesse caso, tem-se uma boa cobertura da cabeça femoral, predominantemente à custa de cartilagem. Há cinco subtipos:
II a: ângulo alfa entre 50 e 59° e ângulo beta acima de 55°. Em crianças abaixo de 3 meses de vida pode ocorrer uma certa imaturidade fisiológica do quadril. Desse modo quando for encontrado um quadril tipo II nessa faixa etária, deve-se consultar o sonômetro de Graf que correlaciona o valor angular com a idade (em semanas) da criança.
Quando há paridade entre ambos, tem-se quadril II a+ indicativo de imaturidade fisiológica e, quando não há essa paridade, tem-se o quadril II a indicativo de deficiência de maturação acetabular. O promontório ósseo apresenta-se arredondado em ambos os casos.
II b: valores angulares iguais ao II a, porém em crianças com idade superior a 3 meses, caracterizam retardo de ossificação acetabular. O promontório ósseo encontra-se arredondado.
II c: é o quadril crítico, apresentando promontório arredondado e desenvolvimento ósseo deficiente do acetábulo.
Valores angulares: alfa entre 43 e 49° e beta entre 70 e 77°.
II d: o contorno ósseo do acetábulo é bastante deficiente e o promontório arredondado/achatado. Representa a transição entre o quadril concêntrico e excêntrico.
Valores angulares: alfa entre 43 e 49° e beta acima de 77°.
Quadril tipo III: são os quadris excêntricos, com ponto de transição (promontório) achatado e insuficiente.
Valores angulares: alfa abaixo de 43° e beta acima de 77°.
Quadril tipo IV: é o quadril luxado que comprime a catilagem do teto acetabular contra o ilíaco, não havendo relação entre a cabeça femoral e o acetábulo. É muito difícil reconhecer o plano padrão nesse caso.

Na época não culpei a Dra. que fez o exame de ultrassom e hoje também não culpo, não adianta ser um ótimo profissional, se trabalhar sem os equipamentos necessários e corretos.
Quando fomos ao CEFRO eu observei a diferença, lá havia em cima da maca, uma espécie de espuma bem grossa (tipo um colchão) com o recorte onde o bebê ficaria deitado, encaixadinho para o médico fazer o exame, como ela estaria encaixadinha na posição correta não teria como ela se mover, não alterando assim o resultado.
Muito diferente do laboratório do primeiro exame, que o Daniel teve que ficar segurando a Valentina e tentando deixar ela na posição correta.
Por isso eu não culpo a médica, mas acredito que os laboratórios tem que se atentarem a isso, se não tiverem os equipamentos corretos, então que não realizem certos procedimentos.

Depois de 2 meses a Valentina fez mais exames e tudo certinho, tudo normal🙂

No dia 9 de janeiro deste ano, ela começou a caminhar, e hoje corre e saracoteia por aí❤ *–*❤

Dr. Eiffel Tsuyoshi Dobashi – CRM 66.284
Doutor em Medicina pela UNIFESP – Escola Paulista de Medicina
Mestre em Ortopedia pela UNIFESP – Escola Paulista de Medicina
Preceptor da Residência Médica no Hospital Ifor (presidente) e UNIFESP- Escola Paulista de Medicina (membro)
Fellowship em Ortopedia Pediátrica – Children’s Memorial Hospital – Chicago, Illinois – EUA
Chefe de Grupo do Quadril Infantil da disciplina de Ortopedia e Traumatologia da UNIFESP
Professor Adjunto do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da UNIFESP
Chefe de clínica da disciplina de Ortopedia Pediátrica da UNIFESP

Valentina… meu amor!!!❤


Pessoal, o post foi longo, mas é algo muito importante!
O que eu peço à vocês é que sempre procurem uma segunda, terceira… quinquagésima opinião e nunca, de maneira alguma desprezem a voz interior, se você não estiver acreditando 100%, vai atrás.. corra!!! Isso vale pra tudo na nossa vida!!!
E caso aconteça, que o diagnóstico seja positivo, siga à risca o tratamento… sei que é difícil, e digo por experiência… é mais difícil pra nós do que pra eles… eles são incrivelmente mais fortes!!! Graças à Deus por isso!!! *–*

Beiijãooooo!!!

Projetos da Fada!

Resgatar a história de um móvel é manter nossas raízes.
Renovar uma peça, da qual você está cansada é dar uma nova chance ao que também tem história.
Por mais que você pinte e renove, ela sempre terá seu desenho original, indicando uma época.
Isso é respeito a nossa cultura e respeito ao meio ambiente.

“Restaurar uma peça é mais do que fazer um simples reparo… é o resgate do que um dia já foi belo, a retomada de uma boa lembrança, o passado que se faz presente pelas mãos do artista… É a manifestação da alma… é um dom!!!”

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Esses são alguns dos meus projetos de restauração e reciclagem… Amooo tudo isso!!! *–*

Espero que tenham gostado!!!
Beiijoooooos!!!

Atração… Tesão… Química… Loucura…

Não importa a nomenclatura que você entoa à esse sentimento… ele existe e não é aleatório, não é um acaso… ele tem um propósito, pois à uma ordem secreta para o amor nesses sentimentos fora de controle!

E o controle… essa palavra desassociada do tão sonhado mar de rosas que é tão inerente aos nossos sonhos mais íntimos. Palavrinha que provoca pânico em alguns e êxtase em outros.

Na verdade em algum momento, todos nós perdemos o controle e entramos no amor, na sintonia com a outra pessoa… onde reside a misteriosa atração.

Ouvi muitas vezes as pessoas falando sobre atração como se fosse algo efêmero e inapropriado. Ressaltando como devemos ser cautelosos com as pessoas pelas quais somos atraídas.
E eu entendo por que isso é um aviso comum: Porque essas pessoas tendem a trazer os nossos problemas para a superfície.
É verdade que a forte atração faz um passeio selvagem no amor. Mas a pergunta é: Isso é realmente uma coisa ruim?

Algumas pessoas vão dizer que sim…
Claro, se você quer que a vida seja fácil, então o caminho da forte atração não é para você… bem que eu não creio que exista um caminho fácil.

Entendo que todos nós queremos que o amor seja simples. Mas nós somos complicados!!! Então, por que nossos relacionamentos seriam diferentes?

Acredito que a atração seja um passeio selvagem sim, onde nos perdemos e nos encontramos nos braços de outro alguém… que seja por um tempo ou pela vida toda.
Mas definitivamente, isso não é algo ruim!!!

Porém não significa que devemos ficar em relacionamentos abusivos ou horríveis. Mas isso significa que reconhecemos que o amor vai fazer-nos crescer em versões mais completas de nós mesmos.
E isso vai doer!!! E isso não vai ser fácil!!!

Todos os nossos sentimentos do ego irão aflorar… como a insegurança, a dúvida, o medo, o orgulho, o julgamento e o desprezo… irão aflorar com aquele alguém que mais desejamos.

Devido a isso, muitos de nós categorizamos essas relações altamente atraentes como “ruins” ou “insalubres”.
No entanto, essas relações estão fazendo o que devem fazer – trazendo nosso ego para a superfície para que possamos transformá-lo.

Quando nos lembramos de que as relações são destinadas a nos ensinarem o crescimento, nos aproximamos do “mau” de maneira muito diferente. Sabemos que há uma lição em cada desafio – a lição é recuperar uma conexão com o amor.

Lições de amor assumem muitas formas diferentes.
Às vezes, se reconectar com amor significa deixar a relação… às vezes; se reconectar com o amor significa olhar ao redor e trabalhar através dos desafios… às vezes, a lição é aprender a perdoar o seu parceiro… às vezes, a lição é aprender a perdoar a si mesmo.

Sim, todos nós queremos a paz nos relacionamentos; que supostamente devem nos fazer felizes e amorosos. E quando isso não está acontecendo, sabemos que nos desviamos do caminho do amor e temos de voltar à pista.

E é assim que crescemos!!!
Não ignore ou subestime a química que você sente… lembre-se que ela existe por um motivo!!!”
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